Segredos para criar produtos de consumo 🌈 Roger Dickey, cofundador da Gigster
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Roger Dickey construiu uma empresa que, no início, lançava um novo aplicativo a cada três ou quatro dias: 18 tentativas fracassadas seguidas, a décima nona deu certo. Era um jogo no Facebook, o Dope Wars, no qual seus amigos traficavam “drogas” virtuais e se transformavam em chefes de cartel. O resultado? De seis a sete mil dólares por dia, sem investidores, sem empresa constituída, tudo em um apartamento de 500 dólares por mês em Austin, à base de macarrão instantâneo e noites sem dormir. A partir daí, o salto para a Zynga foi quase inevitável: Dickey não queria vender, mas depois de três ofertas cada vez mais altas, da solidão, dos servidores que falhavam e do cofundador que desistia, ele acabou cedendo. E aqui vem a reviravolta: de fora, parece que quem cria produtos de sucesso parte de uma ideia genial; na verdade, Dickey parte do processo, do que ele chama de search lab. Não é necessária uma grande ideia, é necessária a estrutura para testar várias ideias em sequência. Funciona assim: você monta uma equipe pequena, muitas vezes com pessoas tão empreendedoras que você quase precisa convencê-las a não desistir e abrir a própria empresa, e, usando métodos quase científicos, testa dezenas, se não centenas, de ideias. Com a Gigster, Dickey e sua equipe usaram a “matrix” — combinando verticais (finanças, educação, saúde...) e tecnologias (IA, dispositivos móveis, marketplaces...), geraram quase mil ideias em três meses, e apenas uma deu certo: um marketplace premium para desenvolvedores que, em 48 horas, com uma página de destino publicada no Product Hunt e no Hacker News, arrecadou US$ 3 milhões em solicitações. O segredo? Encontrar o ponto em que a sua intuição se cruza com uma necessidade real que ela atende imediatamente. A equipe permanece pequena e ambiciosa até que você encontre aquilo que realmente importa — e, nesse ponto, Dickey é implacável: se você tem apenas uma ideia vaga, isso não é um obstáculo; na verdade, é o ponto de partida. O importante é ter um processo rigoroso: brainstorming, pesquisa, protótipo, lançamento, validação. Cada etapa elimina 90% do que parece bom no papel. E qual é a regra de ouro? Encontre as primeiras 100 pessoas que precisam do seu produto como precisam de ar: se elas não gostarem de você, ninguém mais vai gostar. Mas atenção, existe o risco de ser “minimalista” demais: Dickey admite ter descartado cinco ideias que, quando realmente desenvolvidas, se tornaram bilionárias — o Instacart é uma delas. E o que parece um fracasso de curto prazo, às vezes, é apenas um MVP muito limitado. Do ponto de vista humano, a verdadeira riqueza é a rede de contatos: depois da Zynga, Dickey podia tomar 30 cafés por semana com qualquer pessoa no Vale do Silício, e, quando você precisa de um contato, uma referência, um conselho, essa rede é o verdadeiro capital. Quando você decide sair, a empresa não morre: a Gigster, após a saída dele, continua crescendo, e ele permanece no conselho. Outro aspecto que ninguém menciona: entrar em mercados regulamentados? Você pode comprar um pequeno banco para obter a licença ou trazer para a equipe consultores que conheçam os reguladores para facilitar a entrada no mercado. E a avaliação da sua startup? Na ausência de uma ideia clara, você precisa se basear na experiência, na equipe, no produto e na tração — mas, às vezes, basta escolher um valor mais alto do que você acha que é razoável e ver quem aceita. Em resumo, a única barreira real para criar produtos de consumo não é a falta de ideias, mas a falta de método e de fome. A frase que fica: não é preciso partir de uma grande ideia, é preciso partir de uma grande disciplina na pesquisa. Se você ouviu essa história e se identificou, no Lara Notes pode clicar em I'm In — é a sua maneira de dizer que agora essa mentalidade também é sua. E, quando você contar a alguém a história da Dope Wars, ou do search lab que lança mil ideias para encontrar uma, no Lara Notes você pode marcar essa conversa com Shared Offline: é a maneira de dizer que certas ideias também mudam fora da tela. Este conteúdo é do Startupfood e economizou quase uma hora do seu tempo de escuta.
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