Um iPhone levou a polícia a uma gangue suspeita de enviar 40.000 telefones roubados do Reino Unido para a China

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Um iPhone roubado desmascara uma rede global de tráfico de telefones. Imagine isso: um único iPhone roubado, rastreado por seu proprietário desesperado, desencadeia a maior operação policial já montada no Reino Unido contra o roubo de telefones. O que começou como um caso de rotina na véspera de Natal levou as autoridades diretamente a um armazém perto do Aeroporto de Heathrow, onde quase 900 dispositivos roubados aguardavam o embarque. Isso foi apenas a ponta do iceberg. Descobriu-se que o armazém era apenas um nó em uma vasta rede criminosa suspeita de canalizar 40.000 telefones roubados do Reino Unido para a China. A escala é de cair o queixo: a polícia acredita que esse grupo estava por trás de quase metade de todos os roubos de telefones em Londres, uma cidade onde os roubos de telefones dispararam, triplicando em apenas quatro anos. Os criminosos operavam com precisão. Depois de identificar um carregamento de telefones com destino a Hong Kong, os investigadores seguiram a trilha até dois homens que se tornaram o foco de uma operação dramática. Esses suspeitos, pegos em flagrante com dispositivos embrulhados em papel alumínio para evitar o rastreamento, estavam ligados a milhares de outros telefones roubados espalhados por propriedades em Londres e arredores. Logo, a repressão se expandiu, varrendo mais suspeitos, muitos deles mulheres, e revelando uma operação de tráfico internacional sofisticada. Por que telefones? A resposta está no lucrativo mercado de segunda mão, especialmente no exterior. Um único iPhone roubado de um turista em Londres poderia render centenas de libras na rua, e milhares quando chegasse à China. Lá, a demanda por telefones com acesso irrestrito à Internet os torna especialmente valiosos, superando em muito os lucros do crime de rua tradicional. Os ladrões costumavam usar bicicletas elétricas ou patinetes para fugir rapidamente, visando pontos turísticos lotados, como o West End e Westminster, lugares repletos de visitantes e oportunidades. À medida que a polícia investigava mais a fundo, descobriu que não se tratava de uma pequena empresa, mas de um canal que se estendia das mãos dos ladrões de rua até os compradores do outro lado do mundo. As vítimas, por sua vez, ficam abaladas e frustradas. Muitos reclamam que, mesmo quando conseguem identificar a localização do telefone roubado, os recursos da polícia são muito escassos para responder de forma eficaz. O grande volume de roubos e o profissionalismo das gangues parecem assustadores, mas nos últimos meses houve um esforço renovado: mais patrulhas, mais trabalho secreto e um número crescente de prisões. No entanto, enquanto os telefones roubados puderem ser facilmente reaproveitados e vendidos, o incentivo para o crime permanecerá. As empresas de tecnologia estão sendo cada vez mais pressionadas a fazer mais: projetar dispositivos que sejam realmente inúteis para os ladrões e realizar esforços internacionais para sufocar o comércio ilícito em sua origem. Tudo isso graças a um iPhone que se recusou a desaparecer silenciosamente, lançando luz sobre uma rede global de crimes que se escondem à vista de todos.
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Um iPhone levou a polícia a uma gangue suspeita de enviar 40.000 telefones roubados do Reino Unido para a China

Um iPhone levou a polícia a uma gangue suspeita de enviar 40.000 telefones roubados do Reino Unido para a China

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