Um plano para a reação do setor de tecnologia na Europa
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Imagine o seguinte: hoje, a Grã-Bretanha está mais isolada do que esteve em mais de um século, sem poder mais contar de fato nem com a União Europeia nem com a famosa “special relationship” com os Estados Unidos para proteger seus interesses. Parece absurdo, mas essa é a realidade geopolítica que Sir Nick Clegg coloca em pauta. A tese é clara: se a Grã-Bretanha e a Europa não se aliarem em termos de tecnologia, correm o risco de ficar para sempre atrás dos Estados Unidos e da China. Não se trata apenas de orgulho nacional, mas de sobrevivência econômica e estratégica. Clegg não fala de teorias abstratas, mas de uma urgência concreta: pela primeira vez em décadas, Londres é obrigada a escolher entre permanecer como espectadora ou voltar a ser protagonista, especialmente no âmbito tecnológico. Um detalhe impressionante: apesar do Brexit, o Reino Unido ainda tem as condições necessárias para liderar um renascimento tecnológico europeu, mas precisa romper com a lógica da desconfiança mútua e apostar em uma verdadeira aliança continental. Olhando para os números, o desafio é enorme: os investimentos em tecnologia dos Estados Unidos e da China superam em muito os da Europa. No entanto, a Europa tem uma carta na manga que os outros não têm: uma base de talentos em ciência e engenharia que está entre as melhores do mundo, mas que muitas vezes está dispersa e sem uma visão comum. Clegg afirma que basta olhar para as grandes revoluções digitais dos últimos vinte anos: sempre que a Europa e o Reino Unido tentaram competir sozinhos, perderam terreno. Um exemplo pessoal? Um ex-colega de Clegg, um brilhante engenheiro britânico, hoje trabalha em São Francisco porque “lá as ideias se tornam realidade, aqui continuam sendo promessas”. Mas, se houvesse uma plataforma europeia, tanto política quanto tecnológica, capaz de unir forças e recursos, as coisas poderiam mudar. Essa é a perspectiva que muitas vezes falta: o verdadeiro rival não é mais o vizinho, mas dois gigantes com recursos imensos. Pensar em cada um jogar por conta própria é como tentar parar um trem em movimento com uma só mão. A frase para levar consigo é esta: se a Europa e o Reino Unido não unirem forças em termos de tecnologia, correm o risco de se tornarem meros espectadores de uma partida disputada em outro lugar. Se você se identificou com a sensação de que a Europa corre o risco de ficar para trás, no Lara Notes você pode clicar em I'm In — assim, essa ideia passa a fazer parte da sua maneira de pensar. E, se daqui a alguns dias você se pegar conversando sobre isso com alguém, no Lara Notes você pode marcar quem estava presente com o Shared Offline: é a maneira de registrar uma conversa que importa. Esta ideia foi publicada no The Economist e poupou quase um minuto do seu tempo em comparação com a leitura do artigo original.
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Um plano para a reação do setor de tecnologia na Europa