Uma terceira guerra mundial é plausível. Veja como evitá-la

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Hoje em dia, ninguém acorda pensando que uma guerra mundial está prestes a estourar; no entanto, de acordo com dois historiadores, a história nos ensina que as guerras mais devastadoras geralmente começam justamente quando ninguém espera. A tese é contundente: os grandes conflitos globais, como a Primeira Guerra Mundial, não são o resultado de uma vontade deliberada das nações, mas muitas vezes surgem de erros de cálculo, de nacionalismos exacerbados e, acima de tudo, de decisões tomadas por pouquíssimas pessoas — que nem sempre estão à altura da situação. Pensemos em como, em 1914, um punhado de líderes, cegos pelo orgulho e convencidos de que a guerra duraria apenas algumas semanas, arrastou o mundo para quatro anos de carnificina. Hoje, a dinâmica não é muito diferente: o destino de bilhões de pessoas é decidido por um punhado de políticos, muitas vezes presos em suas lógicas internas e incapazes de enxergar as consequências reais. Um dos historiadores, entrevistado justamente sobre esse tema, afirmou: “The key is to understand that great wars can happen by accident.” Um exemplo concreto: durante a crise nos Balcãs, nenhum dos líderes europeus imaginou que o assassinato de um arquiduque levaria a um conflito mundial. No entanto, devido a uma série de erros e mal-entendidos, isso aconteceu em poucas semanas. O que é surpreendente é que a maioria dos livros de história nos faz acreditar que as guerras são inevitáveis, mas a verdade mais perturbadora é que, muitas vezes, bastaria pouco — um telefonema, uma escolha diferente, um pingo de autocontrole — para evitá-las. Aqui está a verdadeira reviravolta: não são as grandes forças históricas que nos levam à guerra, mas o fracasso pessoal de quem está no comando. E, se pararmos para pensar, hoje, com as tensões entre superpotências e os nacionalismos que voltam a se manifestar, o risco de erros fatais está novamente próximo. Mas há uma interpretação que quase sempre está ausente: a responsabilidade não recai apenas sobre os líderes. Também é daqueles que os pressionam, os aplaudem ou os incitam a tomar “medidas enérgicas”. A verdadeira questão é: quem controla aqueles que nos governam? A frase a ser lembrada é esta: a Terceira Guerra Mundial não seria uma escolha, mas um erro. Se essa perspectiva mexeu com você, no Lara Notes você pode declarar I'm In — não é uma curtida, é a sua maneira de dizer: essa ideia agora faz parte da sua maneira de ver o mundo. E, se por acaso você conversar sobre isso com alguém, talvez no jantar ou no transporte, no Lara Notes você pode marcá-lo com Shared Offline: é uma maneira de lembrar quem estava presente quando uma conversa realmente importou. Este foi o The Economist e, em comparação com o artigo original, você economizou quase um minuto de leitura.
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